segunda-feira, dezembro 27

Esmaltes

É completamente insano colocar a culpa de um ano avesso na cor do meu esmalte da noite de ano novo. Mas tudo começa por ai, pois passar a virada com as mãos rosa pink e os pés rosa nude não combinam com nenhum ser humano. Antes fosse apenas isso... Comemorei 2010 três minutos depois da meia noite, ou seja, descombinante e atrasada.
     Fui acompanhada, mas moço, apesar de ser muito charmoso, é complicado, trouxe dor de cabeça antes e depois. A partir daí resolvi que a meta seria encontrar garotos da mesma faixa etária, resultado: encontrei alguns, um particularmente inesquecível, mas ficou longe... Em outros lagos. E creio que o motivo de tanta ternura seja tê-lo encontrado só por uma noite. Depois disso nada me apeteceu e tudo aconteceu sem que eu quisesse dar continuidade.
     No entanto, voltei ao teatro e descobri que a mineira é ótima e que Minas ano que vem será saudosista. Dessa forma, deixei os rascunhos virarem postagens numa ideia reforçada por pessoas especiais. E prossegui sem saber aonde chegar, apenas escrever toda semana pra ouvir de tão, tão distante que consegue ver toda a verdade que a timidez esconde.
     Foram inúmeros desastres físicos, todo mês a farmácia batia a minha porta e eu abria, senhoras e senhores ponham a mão no chão e não se esqueçam de dar uma rodadinha... Pequeno engano, não houve tempo para brincadeiras, mas eu consegui brincar, principalmente com as minhas metas e com os meus sonhos, que até certo tempo ficaram voando de camada em camada no meu cérebro.
     Depois que eu descobri o que realmente queria tudo ficou azul e pude escutar Glee sem culpa. Mas eu me descobri estressada até tudo finalmente acabar e eu poder dormir em uma segunda-feira à tarde sem ter a consciência pesada.
     E para finalizar, coisas em família me assustam. Porém mais ainda, descobrir que penso muito sobre meus próximos atos e que tenho medo de deixar as coisas acontecerem, porque garoto você não faz ideia de onde minha mente já conseguiu chegar depois de alguns beijos. No entanto, vou tentar seguir alguns conselhos para tentar terminar o ano bem, porque eu ainda acho que a culpa foi do esmalte.

quarta-feira, dezembro 15

Have Fun!

     Achei isso em um tumblr, resolvi fazer uma excursão pelas minhas músicas e achei cada passado... em resumo, foi muito bom! Sintam-se a vontade para fazer! Enjoy.

REGRAS:
1. Ligue seu music player no aleatório.
2. Aperte avançar para cada pergunta.
3. Use o nome da música como resposta para a pergunta mesmo se não fizer sentido. NÃO TRAPACEIE!
4. Com as respostas, dê seus próprios comentários de como isso se relaciona à pergunta.

1. Como você está se sentindo hoje?
Apocalypse Please [o dia tá nublado, deve ser por isso... hm]
2. Você vai avançar na vida?
Disturbia (acustic)
3. Como os seus amigos te vêem?
Shout
4. Você vai se casar?
Cero Não [dúvida cruel do destino]
5. Qual é a música tema do seu melhor amigo?
Sampa [haha, acho que não :p]
6. Qual é a história da sua vida?
Ilusão
7. Como foi/será o ensino médio?
Dias de Sol
8. Como você pode seguir com a sua vida?
Eduardo e Mônica
9. Qual é a melhor coisa sobre seus amigos?
Best of You
10. O que tem programado para esse fim de semana?
Relicário [o certo seria cadeira e prova a sua frente, mas...]
11. Para descrever seus avós?
It’s All Your Fault
12. Como está indo sua vida?
Letícia [hahahha, essa é boa!]
13. Que música vai tocar em seu funeral?
Breed :O
14. Como o mundo te vê?
Na porta do bar [eita]
15. Você terá uma vida feliz?
Doce Vampiro
16. O que você deveria fazer agora?
Codinome Beija Flor [resposta incorreta, tente novamente]
17. As pessoas te desejam secretamente?
Always [capaz... ¬¬’]
18. Como posso te fazer feliz?
Can’t Let You Go
19. O que você deve fazer com a sua vida?
Brumario
20. Você terá filhos?
Crazy [segunda dúvida cruel do destino]
21. Você faria strip-tease com que música?
Verdade de Feirante [oh no!]
22. Se um homem numa van te oferecesse balas, o que você faria?
Saideira [Comandante, capitão, tio, brother, camarada (8)]
23. O que sua mãe pensa de você?
Parabólica
24. Qual é o seu segredo mais negro e profundo?
Por Enquanto [mudaram as estações, e eu confesso ter acreditado que tudo era pra sempre :p]
25. Qual é a música tema do seu inimigo mortal?
Live Forever
26. Como é sua personalidade?
Lança Perfume [u-au]
27. Que música será tocada em seu casamento?
Hello Sunshine [ah, essa eu gostei!]
28. Quais são suas aspirações?
Assim Caminha a Humanidade [ainda vai levar um tempo... é natural que seja assim]
29. O que passa pela sua mente quando você acorda?
Linger
30. O que seu namorado quer de você?
Lágrimas e Chuva [poxa...]

domingo, dezembro 12

Domingo


     Era domingo, ela acordou antes do horário habitual e foi para a sacada. O vento fresco do sexto andar fazia companhia junto com o céu, num congestionamento de nuvens brancas e silêncio absoluto.
     Como de praxe, os pensamentos começaram a voar e ela percebeu que há pouco tempo conseguiu reorganizar as ideias, colocá-las em cada pasta-arquivo, dentro de suas respectivas gavetas no cérebro. E isso trouxe leveza, que a muito não sentia.
     Toda essa reflexão, no entanto, foi interrompida pelo barulho do interfone. O questionamento é o mesmo, quem poderia ser àquela hora, domingo de manhã? Isso a fez rir, porque há um tempo, não se permitia pensamentos tão banais.
     - Oi.
     - Sou eu, posso entrar?
     Enquanto decidia se aquilo seria bom ou ruim, apertou o botão e deixou-o entrar.
     Quando o elevador abriu e ele a viu de pijama, tão confortável, aquilo lhe causou certo incomodo. E quando o elevador abriu e ela o viu caminhar pelo hall, as perguntas bombardeavam todas as suas dúvidas.
     - Oi – disse ele.
     - Entra.
     - Obrigado. Como é que você está? – ele realmente queria saber, depois de tomar nota do ambiente.
     - Estou bem... E você? – não que ela realmente quisesse saber, mas precisava ser educada.
     - Também to legal...
     O clima continuou estranho, aquele domingo tranqüilo acabara de sair pela mesma porta, enquanto seu primo entrava como convidado e se apresentava como o domingo tenso. Ele acabou se sentando no sofá e ela percebeu que ainda havia muito a ser dito.
     - E então, por que é que você veio?
     - Eu vim aqui por que... Pra te pedir para voltar. Aqui não é o seu lugar.
     - Eu não vou fazer isso!
     - Será que você não percebe o quanto está agindo com imaturidade?
     - Você não é a melhor pessoa para falar sobre maturidade!
     - Eu não vim aqui para brigar. Quero que você volte para casa e resolva os seus problemas sem envolver outras pessoas.
     - Já disse que não vou fazer isso. Eu sai de casa porque as coisas não se resolveram. Você teve um prazo de catorze anos para mudar toda a situação e nunca fez nada! Na verdade, deixou tudo acontecer como ela sempre quis e assistiu a tudo como se fosse cego, surdo e mudo.
     - Isso não importa mais... Depois do que você fez tudo está diferente, mas você não pode continuar aqui pra sempre.
     - Não importa pra você que nunca passou o que eu passei! Ou não quis enxergar o que sempre esteve na sua frente! E eu sei que aqui eu posso continuar.
     - Você tem noção do drama que está fazendo?
     - Isso não é drama pai! É procurar amor e carinho. Procurar ser entendida e ter felicidade. Aqui eu sei que eu tenho tudo isso e por mais imatura que eu seja, vou tentar não cometer os mesmo erros.
     - Eu vou te dar até o final do ano, três meses, para que você volte pra casa!
     - Você sabe que isso não vai acontecer!
     Ele a olhou por um breve instante e saiu sem dizer nada. Por mais que sentisse as lágrimas caindo, ela se sentia aliviada por ter falado. Claro que havia muito mais a ser dito, mas não por hora, pois são coisas para outros capítulos.

quarta-feira, dezembro 8

Intimamente falando

- Como você está se sentindo?
- Creio que estou bem... Tudo parece caminhar para um final feliz e seguro.
- E em relação a sentir saudade, a que conclusão chegou?
- Sinto-me estranha neste ponto; porque a ideia de mudar completamente de rotina me excita mais que o fato de deixar pessoas que me acompanharam boa parte da vida.
- Não sou profissional, apenas o seu reflexo no espelho, e por isso te conheço de outros carnavais e posso afirmar que você sempre foi assim.
- Agora é a parte que você começa a me descascar e eu passo a me sentir como uma banana amassada?
- Eu desconsidero o drama e concluo que mudanças radicais têm a ver com você, sem medir as consequências.
- Exemplos, por favor...
- Seu corte de cabelo, o regime, o teatro, a secretaria e um pouco do seu estilo. Mas o pior de tudo foi o seu ano escolar, uma tragédia!
- Minhas mudanças físicas estão relacionadas à minha auto-estima! E concordo apenas com os estudos... Este ano consegui falir minhas expectativas de ser brilhante.
- E por isso é mais conveniente você fugir a encarar os fatos. No entanto a sua sorte é que tudo veio a calhar, não há espaço para você aqui, nós duas sabemos que você precisa ir embora e colocar as ideias no lugar.
- Nisso você tem razão, além da carência afetiva eu ando sentindo tudo misturado, meus sonhos têm me perturbado e minhas reações também.
- Tenho acompanhado os seus sonhos e realmente você conseguiu me assustar.
- Muito obrigada pelo sorriso cínico. Além dele você tem algum conselho?
- Aproveite o clima natalino para reavaliar os sentimentos e no ano novo, faça planos que talvez possam ser cumpridos.

terça-feira, novembro 30

Romances

Então a fórmula é esta?! Um belo par de olhos, corpo atlético, com o passado errado, cheio de tropeços, mas que no presente desperta as fantasias e o desejo incontrolável daquela que sumiu por anos, mas voltou esbelta, cheirando à rosa e jasmim, com vários fantasmas e alguns assuntos inacabados do passado que permaneceram fiéis ao seu retorno para serem resolvidos.

Geralmente, este é o contexto. Possui sempre açúcar, adoçante e mel. Faz-nos ler cada página, atiçando a imaginação, para no final ficar os sonhos, com o olhar vago pela janela remontando as cenas e sentindo todas as emoções. Cansei-me deles!

Eu me pergunto por que ser assim? Para que permitir que isso influencie e deixe conduzir os planejamentos futuros pelo caminho errôneo do romance? Por que se precisa deles para tentar crer que tudo vai acabar bem e aquele marido, com a vida cheia de aventuras e no final uma linda família será encontrada.

Oh mundo cruel dos livros, que nos leva para toda a imensidão sem fim, que muitas vezes se inspira no real para ser montado - mas não é o real. E ainda assim nos fascina... Não é necessário mais um bombardeio de coisas mundanas na nossa rotina durante a leitura como prazer, por isso se perder nos romances da banca, ou nos consagrados, nas ficções que colocam a prova o nosso poder de imaginar, ou nos históricos para voltar ao passado são sempre retirados das prateleiras das livrarias.

É certo que talvez seja um pouco radical, visto que no momento as coisas andam confusas por aqui; no entanto, os romances e suas fórmulas que levam sempre para o mesmo caminho têm me cansado. Vou procurar outras fantasias.

segunda-feira, novembro 29

Pedido

Peço a você que não se aproxime! Não por não gostar de você, mas por não querer sentir os seus sentimentos chegando até mim. Compreendes? Eu acho que não... Trocando em miúdos, tenho medo do que posso me permitir sentir com você por perto, pois creio perder meu autocontrole e cair em um abismo sem fim de sentimentos inacabados. É por isso que peço a você para não manter contato, apenas me deixe refletir e me permitir aceitar a sua presença, do contrário eu sei que vou fugir e guardar todas as angústias em uma caixa, pois acredite, é isso que venho fazendo há um bom tempo.

terça-feira, novembro 16

Bebida

É melhor eu aproveitar esse momento incrustado dentro das traduções e entrelinhas musicais para tirar mais um sonho da cartola. Ele vem sem a minha permissão, me assusta e me diverte... Depois vai embora e deixa alguns rastros para que eu saia por ai a catá-los pelo chão.

Nada teria acontecido se ela não tivesse aceitado o seu convite de gastar a noite de sábado no seu apartamento, com alguns amigos e bebida barata. Foi um convite bem vindo dentro da vida noturna da capital quando se torna entediante com pouco dinheiro e a mesma rotina vivida por semanas.

Desde a última vez que prestou atenção nos detalhes, havia se passado muito tempo, por isso, a conversa com o espelho foi inevitável, assim como caras e bocas e diálogos montados.

Partiu de táxi com as garrafas debaixo do braço e chegando lá conheceu o pessoal, se enturmou no meio da conversa, debateu vários assuntos e inúmeros brindes insanos saíram entoados por risadas soltas até altas horas.

No fim, restaram apenas os dois e a bagunça de copos e restos de petiscos. Sentaram-se no sofá e lá continuaram a conversar inutilidades com mais gargalhadas até decidirem arrumar a bagunça.

O equilíbrio tornou-se privilégio dentro daquele apartamento minúsculo e não demoraram muito a se esbarrar. E no meio de todos aqueles anos de convivência, em que nada havia transparecido, algo falou mais rápido e ela sentiu a parede nas suas costas, os cabelos puxados e o beijo intenso, que ela tentava retribuir de diferentes maneiras.

Quando finalmente recobraram o fôlego eles se entreolharam e ela decidiu ir embora. Chamou o táxi e foi esperar na portaria. Enquanto isso, ambos se perguntavam o que havia acontecido e ela não sabia responder se a culpa fora do álcool, do seu estado de carência ou se aquilo fora uma vontade que há muito tempo estava guardada. Porém, nenhuma resposta parecia ser suficiente ou necessariamente correta, a única coisa que ela sabia era que queria experimentar mais uma vez.