Eu tenho a impressão que ficam os dois, um em cada ponto da cidade, imaginando coisas. Aqui nessa avenida movimentada e caótica e aí nessa serenidade. Posso estar enganada também, afinal, quem me garante que você não fechou a cortina e pôs-se a dormir no breu eminente que se transforma mesmo com o sol a pino? E talvez o problema seja comigo que penso demais nos assuntos e me torno ansiosa – consequentemente chata talvez, mas isso é detalhe. Enfim, não sei dizer, porque ainda não me conheço ao certo e sobre você formulo teorias. Mas uma coisa é certa, gosto da sua sinceridade.
Mostrando postagens com marcador coisas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador coisas. Mostrar todas as postagens
domingo, agosto 28
segunda-feira, junho 13
Incerto
Não é que eu tenha perdido as palavras, ou o sentido delas; apenas não encontro a melhor forma de transcrever o que anda acontecendo. Sinto que transformei você em um diário, companheiro das aventuras acontecentes que os olhos acompanham, sem a malícia que esse lugar exige. Procurava um espaço para despejar a minha crescente criatividade, que sentia fervilhar, mas me parece que os objetivos mudaram, desculpe.
Eu pretendo recuperar meus narradores, silhuetas envolventes e outras histórias a deriva. Preciso apenas de tempo para organizar as ideias.
terça-feira, abril 12
Leve
Às vezes eu me alterno entre narrador e personagem, as coisas vão acontecendo, se repetindo em outros lugares e talvez seja esse o grande barato da vida - assim como, gírias idosas. Ultimamente tenho estado leve, minhas amigas, mesmo distantes, são motivos para risadas gostosas, minhas vizinhas, agora são minhas companheiras. Dessa forma, segue-se no embalo das coisas sem muitas preocupações, além da semana de prova.
Lembro-me de quando queria estar no fogo, não no sentindo literal, mas no calor das emoções, desejando que tudo acontecesse de forma intensa, mas sem a mínima noção dos fatos. Tinha a impressão de que o mundo acabaria e eu não viveria tudo aquilo que era por direito viver!
Coisinhas tolas, sem importância, diante de um enorme mundo que vai além de altos amassos por aí... Talvez seja inevitável passar por isso, talvez todas as meninas passem por isso, talvez eu não saiba do que estou falando, apenas sei que é isso que se passa aqui dentro para ser colocado para fora.
Preciso deixar claro que gosto de viver coisas intensas, mas neste momento, quero deixar a hora certa chegar, com a cabeça certa e não apenas ficar esperando aquele toque quente que traz arrepios como solução de todos os problemas. A intensidade está no dia-a-dia, nas pequenas coisas que nos acontecem e trazem pequenos flashes de felicidade ou mesmo coisas que não são tão legais assim, porque nos ensinam a mudar o que não está certo.
Continuo crescendo, lendo postagens antigas, rindo das doces ilusões e me contradizendo em alguns pontos que não me achei. Mas o fato é que quero continuar nesse estado leve e me lembrar dessa sensação quando as coisas apertarem.
sexta-feira, abril 1
Voltando ao Normal
O que você quer escrever hoje?
Boa pergunta! Nem eu sei... Estou com vontade de sentir os dedos batendo no teclado, enquanto tudo adormece e eu guardo meu sono para o dia seguinte.
Manias esquisitas!
Ah, você pode ter certeza que não sou a única a fazer esse tipo de coisa! Na verdade sou bastante normal. Estou acostumada com coisinhas dentro dos padrões e a sensação de fugir um pouco das regras de forma inocente me empolga igual criança quando ganha sorvete.
Onde está todo aquele furor de sessenta dias?
Continua aqui, empolgado como sempre, mas acostumando com o que está virando rotina. A percepção de que “se tudo passa talvez você passe por aqui e me faça esquecer tudo que eu vi” não existe como nos meus planos, ou seja, concentre-se! O espetáculo já começou e eu preciso mostrar todo o meu talento para a plateia.
Boa menina! Você dá voltas e mais voltas, mas para quase sempre no mesmo lugar.
Há tanta coisa pela frente... Por favor, não faça como eu ao julgar precipitadamente todas as novidades!
Boa pergunta! Nem eu sei... Estou com vontade de sentir os dedos batendo no teclado, enquanto tudo adormece e eu guardo meu sono para o dia seguinte.
Manias esquisitas!
Ah, você pode ter certeza que não sou a única a fazer esse tipo de coisa! Na verdade sou bastante normal. Estou acostumada com coisinhas dentro dos padrões e a sensação de fugir um pouco das regras de forma inocente me empolga igual criança quando ganha sorvete.
Onde está todo aquele furor de sessenta dias?
Continua aqui, empolgado como sempre, mas acostumando com o que está virando rotina. A percepção de que “se tudo passa talvez você passe por aqui e me faça esquecer tudo que eu vi” não existe como nos meus planos, ou seja, concentre-se! O espetáculo já começou e eu preciso mostrar todo o meu talento para a plateia.
Boa menina! Você dá voltas e mais voltas, mas para quase sempre no mesmo lugar.
Há tanta coisa pela frente... Por favor, não faça como eu ao julgar precipitadamente todas as novidades!
quarta-feira, dezembro 15
Have Fun!
Achei isso em um tumblr, resolvi fazer uma excursão pelas minhas músicas e achei cada passado... em resumo, foi muito bom! Sintam-se a vontade para fazer! Enjoy.
REGRAS:
1. Ligue seu music player no aleatório.
2. Aperte avançar para cada pergunta.
3. Use o nome da música como resposta para a pergunta mesmo se não fizer sentido. NÃO TRAPACEIE!
4. Com as respostas, dê seus próprios comentários de como isso se relaciona à pergunta.
1. Como você está se sentindo hoje?
Apocalypse Please [o dia tá nublado, deve ser por isso... hm]
2. Você vai avançar na vida?
Disturbia (acustic)
3. Como os seus amigos te vêem?
Shout
4. Você vai se casar?
Cero Não [dúvida cruel do destino]
5. Qual é a música tema do seu melhor amigo?
Sampa [haha, acho que não :p]
6. Qual é a história da sua vida?
Ilusão
7. Como foi/será o ensino médio?
Dias de Sol
8. Como você pode seguir com a sua vida?
Eduardo e Mônica
9. Qual é a melhor coisa sobre seus amigos?
Best of You
10. O que tem programado para esse fim de semana?
Relicário [o certo seria cadeira e prova a sua frente, mas...]
11. Para descrever seus avós?
It’s All Your Fault
12. Como está indo sua vida?
Letícia [hahahha, essa é boa!]
13. Que música vai tocar em seu funeral?
Breed :O
14. Como o mundo te vê?
Na porta do bar [eita]
15. Você terá uma vida feliz?
Doce Vampiro
16. O que você deveria fazer agora?
Codinome Beija Flor [resposta incorreta, tente novamente]
17. As pessoas te desejam secretamente?
Always [capaz... ¬¬’]
18. Como posso te fazer feliz?
Can’t Let You Go
19. O que você deve fazer com a sua vida?
Brumario
20. Você terá filhos?
Crazy [segunda dúvida cruel do destino]
21. Você faria strip-tease com que música?
Verdade de Feirante [oh no!]
22. Se um homem numa van te oferecesse balas, o que você faria?
Saideira [Comandante, capitão, tio, brother, camarada (8)]
23. O que sua mãe pensa de você?
Parabólica
24. Qual é o seu segredo mais negro e profundo?
Por Enquanto [mudaram as estações, e eu confesso ter acreditado que tudo era pra sempre :p]
25. Qual é a música tema do seu inimigo mortal?
Live Forever
26. Como é sua personalidade?
Lança Perfume [u-au]
27. Que música será tocada em seu casamento?
Hello Sunshine [ah, essa eu gostei!]
28. Quais são suas aspirações?
Assim Caminha a Humanidade [ainda vai levar um tempo... é natural que seja assim]
29. O que passa pela sua mente quando você acorda?
Linger
30. O que seu namorado quer de você?
Lágrimas e Chuva [poxa...]
terça-feira, outubro 26
Desabafo
- Podemos pular essa parte, né?
- Como assim?
- Eu sei que estamos nos conhecendo, que as apresentações são necessárias, assim como os assuntos soltos sobre o cotidiano. Mas você não precisa começar o que estava prestes a dizer.
- Não sabia que você conseguia ler mentes.
- Tudo bem, eu falo! Suas mãos estão um pouco trêmulas, então creio que você já, já começa com aquele discurso “olha tem um tempo que eu estou te observando. Gosto do seu jeito; acho que temos tudo para dar certo” e blá, blá, blá. E depois disso vem o beijo.
Ele continua a olhar incrédulo. Nada sai da sua boca, então ela continua:
- Não estou querendo te assustar, apenas mostrar o meu ponto de vista. Porque não sei como agir nessas horas. Não sei se olho para você ou não, e se eu olhar e ver que é mentira! Ou então eu precise retribuir os elogios que você me fez, mas há a possibilidade que não sejam verdadeiros, afinal eu não te conheço! Você não se importaria com isso? Seria muito mais fácil se você tentasse uma aproximação cordial, do tipo para tentar roubar um beijo...
Ele chega à conclusão que precisa de uma bebida.
- E ai, diz alguma coisa!
- Eu vou ali e já volto!
- Ok! Ficarei por aqui.
Ele foi e não voltou. Então ela comenta:
- Poxa, nem para me dar um beijo rápido, dei todas as dicas...
(Fim de festa)
- Como assim?
- Eu sei que estamos nos conhecendo, que as apresentações são necessárias, assim como os assuntos soltos sobre o cotidiano. Mas você não precisa começar o que estava prestes a dizer.
- Não sabia que você conseguia ler mentes.
- Tudo bem, eu falo! Suas mãos estão um pouco trêmulas, então creio que você já, já começa com aquele discurso “olha tem um tempo que eu estou te observando. Gosto do seu jeito; acho que temos tudo para dar certo” e blá, blá, blá. E depois disso vem o beijo.
Ele continua a olhar incrédulo. Nada sai da sua boca, então ela continua:
- Não estou querendo te assustar, apenas mostrar o meu ponto de vista. Porque não sei como agir nessas horas. Não sei se olho para você ou não, e se eu olhar e ver que é mentira! Ou então eu precise retribuir os elogios que você me fez, mas há a possibilidade que não sejam verdadeiros, afinal eu não te conheço! Você não se importaria com isso? Seria muito mais fácil se você tentasse uma aproximação cordial, do tipo para tentar roubar um beijo...
Ele chega à conclusão que precisa de uma bebida.
- E ai, diz alguma coisa!
- Eu vou ali e já volto!
- Ok! Ficarei por aqui.
Ele foi e não voltou. Então ela comenta:
- Poxa, nem para me dar um beijo rápido, dei todas as dicas...
(Fim de festa)
quarta-feira, outubro 6
Busca
Enquanto se procura a rima dentro dos sabores das ilusões,
Mergulha-se na excursão dos sentidos do mundo.
Que encontra conversa, carinho e entrega.
Confunde o deixar e permite o acontecer.
Mostra as curvas do poema e a futilidade dos versos de ligações exatas,
Faz do vestido o vento e do movimento o portal para motivos não ancorados no mapa dos corpos.
Mergulha-se na excursão dos sentidos do mundo.
Que encontra conversa, carinho e entrega.
Confunde o deixar e permite o acontecer.
Mostra as curvas do poema e a futilidade dos versos de ligações exatas,
Faz do vestido o vento e do movimento o portal para motivos não ancorados no mapa dos corpos.
domingo, setembro 12
Rugas
Ela é toda cristã, tem naquelas linhas de tempo, que se apelidam de rugas, a bela e a fera de sua vida, experiência e todo amor que escorre pelos cabelos brancos tingidos de loiro.
Naquele quarto de paredes rosa, elas ouviram e guardaram suas palavras de proteção, pedras no caminho e histórias sem fim. Porque era da sua voz que saia a força para não entregar seu coração.
E sua terceira geração sentada do outro lado, com o tremor das pálpebras, ouvindo o que nunca pensou que pudesse ouvir dela que esteve sempre distante no sul, no frio, no dezembro e janeiro.
Agora, esses olhos pseudomodernos guardaram aquele momento para sempre refletir e se perguntar qual caminho seguir?
Naquele quarto de paredes rosa, elas ouviram e guardaram suas palavras de proteção, pedras no caminho e histórias sem fim. Porque era da sua voz que saia a força para não entregar seu coração.
E sua terceira geração sentada do outro lado, com o tremor das pálpebras, ouvindo o que nunca pensou que pudesse ouvir dela que esteve sempre distante no sul, no frio, no dezembro e janeiro.
Agora, esses olhos pseudomodernos guardaram aquele momento para sempre refletir e se perguntar qual caminho seguir?
sábado, agosto 28
Breve
Eu prometo ser breve. Eu não vou tomar muito do seu tempo, que é um pouco precioso... Eu só queria dizer a você que, sim, eu senti saudades e reparei que você não veio me dar um abraço... O tempo passou e é como se realmente suas preocupações não fossem mais sentimentais, apenas materiais. E eu não gosto de pensar assim, afinal de contas nós temos um laço que nos mantêm unidos, porém com o passar do tempo ele vem se distanciando. Tanto eu como você temos culpa nesse problema mútuo. Você está deixando ir de acordo com a maré, cada vez mais longe e eu estou deixando escapar pelos dedos... Enfim, é isso.
terça-feira, junho 29
Narrador
“Ela sente a minha presença a todo instante, imagina situações inusitadas sempre que o ócio permite. Não me persegue, mas acompanha meus passos com o olhar. Um olhar que ainda não consegui decifrar, mas é carregado de expressões que se modificam a cada instante.”
“Ele existe do outro lado do hall, mas esconde-se por trás de portas e cômodos que sei como são, mas no momento não imagino a disposição dos móveis. Ele é real, misterioso e no fundo deve me achar maluca por pequenas situações do dia-a-dia que nos pegam de surpresa e me matam de vergonha.”
Pensamentos assim fazem do pequeno narrador um manipulador de acontecimentos. Se suas personagens permitirem, ou não, ele vai dar caminho para que a cada passo as luzes se ascendam pelo chão, transformando o rumo da história.
Elas congelam no tempo e a figura de óculos, com cabelos desgrenhados, roupas amarrotadas e narigudo vai moldando as palavras em cima das linhas, com mãos ágeis e pensamentos efervescentes, onde os atos borbulham em seu caldeirão.
Assim ele e ela percorrem caminhos distintos, mas em certo ponto encontram-se numa sala iluminada somente por um abajur, que remete às paredes um tom alaranjado, na noite estrelada e com o tapete convidativo.
Os sofás brancos nos cantos, sem mesa de centro, televisão desligada e quadros abstratos pregados observam as cenas acontecerem, ao som da música solta pelo ar e as roucas vozes que saem aos sussurros. Os braços e pernas confundem-se com o tronco e outros membros; que são vencidos pelo cansaço e ganham o sono de brinde, após a intensa batalha.
Sono que será despertado pelo barulho da chave na fechadura, calor do sol e dores das marcas do tapete.
É dessa forma que o narrador vai embora, deixando seus personagens perdidos, à mercê dos acontecimentos do ontem e aflitos com o que pode vir a acontecer agora. Mas nunca se sabe o que pode mudar, porque isso foi apenas um rascunho mal feito onde todas as ações ficaram presas naquelas paredes e nos olhos da sua memória fotográfica.
“Ele existe do outro lado do hall, mas esconde-se por trás de portas e cômodos que sei como são, mas no momento não imagino a disposição dos móveis. Ele é real, misterioso e no fundo deve me achar maluca por pequenas situações do dia-a-dia que nos pegam de surpresa e me matam de vergonha.”
Pensamentos assim fazem do pequeno narrador um manipulador de acontecimentos. Se suas personagens permitirem, ou não, ele vai dar caminho para que a cada passo as luzes se ascendam pelo chão, transformando o rumo da história.
Elas congelam no tempo e a figura de óculos, com cabelos desgrenhados, roupas amarrotadas e narigudo vai moldando as palavras em cima das linhas, com mãos ágeis e pensamentos efervescentes, onde os atos borbulham em seu caldeirão.
Assim ele e ela percorrem caminhos distintos, mas em certo ponto encontram-se numa sala iluminada somente por um abajur, que remete às paredes um tom alaranjado, na noite estrelada e com o tapete convidativo.
Os sofás brancos nos cantos, sem mesa de centro, televisão desligada e quadros abstratos pregados observam as cenas acontecerem, ao som da música solta pelo ar e as roucas vozes que saem aos sussurros. Os braços e pernas confundem-se com o tronco e outros membros; que são vencidos pelo cansaço e ganham o sono de brinde, após a intensa batalha.
Sono que será despertado pelo barulho da chave na fechadura, calor do sol e dores das marcas do tapete.
É dessa forma que o narrador vai embora, deixando seus personagens perdidos, à mercê dos acontecimentos do ontem e aflitos com o que pode vir a acontecer agora. Mas nunca se sabe o que pode mudar, porque isso foi apenas um rascunho mal feito onde todas as ações ficaram presas naquelas paredes e nos olhos da sua memória fotográfica.
Assinar:
Postagens (Atom)